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Ane Saraiva

Instrutora Sênior Certificada pelo Mindfulness Trainings International sob orientação do Lama Jangchub Sempa Gyatso. Começou a praticar meditação em 2011 em meio à sua carreira como gestora. Participou de diversos retiros e viveu no Templo Budista Chagdud Gonpa Khadro Ling no ano de 2015, onde teve a oportunidade de conviver com Lamas de diversos países e aprofundar seus estudos sobre Budismo e sua técnica meditativa.

Quatro maneiras de hackear seu vício em mídias digitais:

Facebook
WhatsApp
LinkedIn

Veja como ter um relacionamento saudável e consciente com as mídias para que você fique informado, envolvido e se sentindo bem.

Quando nosso entusiasmo por conveniência, entretenimento e distração se torna demais?

Um relatório deste ano do Centro de Pesquisas Pew descobriu que (26%) dos adultos norte-americanos está on-line “quase constantemente”.

Curiosamente, o número aumenta quando você olha para o tipo de dispositivo que as pessoas estão usando. Entre os usuários de telefones celulares, 89% ficam on-line diariamente e 31% ficam on-line quase constantemente, em comparação aos usuários não-móveis, onde 54% ficam on-line diariamente e apenas 5% dizem que estão on-line quase constantemente.

Claramente, nossos smartphones nos dominam.

Então, o que podemos fazer para mudar isto e criar hábitos móveis saudáveis?

Aqui estão quatro maneiras de como você pode ter um relacionamento saudável e consciente com as mídias digitais para manter-se informado, engajado e – o mais importante – se sentindo bem.

4 maneiras de cultivar um relacionamento consciente com suas telas:

1) Cuidado com “Comparação e Desespero”

Horas de uso de mídias sociais, de acordo com o Dr. Jean Twenge, estão correlacionadas com níveis mais altos de solidão e infelicidade autodeclaradas. E, a pesquisa indica que essa relação entre tempo de tela e disforia não é meramente correlacional, mas causal.

Um estudo experimental de 2014 descobriu que a rolagem nos feeds de pessoas que achamos estarem melhor do que nós diminui significativamente nossa autoestima – chamamos isso de experiência de “comparação e desespero”.

É importante ressaltar que experiências como essa demonstram que não são apenas pessoas infelizes e solitárias que usam mais as mídias sociais – mais o uso de mídias sociais nos faz sentir mais mal a respeito de nós mesmos.

Na próxima vez que você estiver rolando a tela, reserve um tempo para pausar e examine como você realmente está se sentindo.

2) Transforme seu smartphone em um aliado.

Os smartphones foram criados com ferramentas para nos conectar e distrair, mas você pode hackeá-los para que eles ajudem você a ficar mais offline. Primeiro, desative as notificações de push.

Cal Newport, Ph.D. sugere que, depois de um desses pequenos desvios aparentemente inofensivos, leva em média 20 minutos para retornar ao seu nível anterior de foco profundo e produtivo.

Em segundo lugar, quando você precisa fazer uma pausa ou fazer um trabalho mais profundo, certifique-se de que é uma escolha deliberada.

Defina um alarme para desligar após um determinado período de tempo de trabalho e inclua um aviso personalizado para você fazer uma pausa, respirar, alongar-se, dar um passeio, sentir gratidão – algo que lhe permite ser intencional com seu tempo, sua saúde e seu foco.

Em nosso programa, temos por exemplo algumas práticas que podem ser inseridas nestes momento, para dar uma soltada, recuperar o fôlego e dar um reset na cognição quando está sobrecarregada.

3) Compre alguma mídia impressa.

Receba suas notícias através da mídia impressa: jornais e revistas, não a Internet.

É muito mais provável que você se atrase emocionalmente com as mensagens de verdades não comprovadas que são freqüentemente encontradas on-line, especialmente porque o Facebook continua com problemas para expandir seus esforços de verificação de fatos.

Com a impressão, você obtém um painel editorial ponderado em vez de um algoritmo que seleciona seu feed de notícias, para que você possa expandir sua perspectiva em vez de apenas ler as coisas que confirma uma só.

De acordo com Barbara Fredrickson, Ph.D., ampliar o escopo de nossa percepção e compreensão sustenta nosso bem-estar e promove emoções positivas.

Seu jornal matinal com café poderia se tornar um ritual precioso novamente.

4) Ande na floresta.

Combinar comportamento sedentário com muito tempo de mídias digitais é a receita para depressão, ansiedade e insônia.

Enquanto estudo após estudo chega a essa mesma conclusão e ouvimos mais sobre como os nossos smartphone realmente viciam, é importante lembrar que a solução é mais simples do que pensamos: sair.

Coloque o aparelho no bolso, resista ao desejo de documentar sua caminhada (não compartilhe no tweeter, no Facebook ou no Instagram) e encontre um pouco de natureza para passear.

Os pesquisadores analisam os benefícios emocionais e de saúde de andar na floresta. Chamam de “banho na floresta”.

Parece bom, o que você acha?

Adaptado do texto de Dr. Sasha Heinz em https://www.mindful.org

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